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PELD
Programa de Monitoramento de Longa Duração das Comunidades Recifais de Ilhas Oceânicas
 
P.I.: Dr. Carlos Eduardo Leite Ferreira
CNPq 403740/2012-6
 

The Brazilian Oceanic Long Term Monitoring Program has been renewed

The Brazilian Marine Biodiversity Network - SISBIOTA-Mar has just renewed the Long-Term Biodiversity Monitoring Program on Brazilian
Oceanic Islands (PELD – ILOC) for another four years. The Long-Term Ecological Research Program (PELD) is an initiative funded by CNPq
since 1999 with recent funding from state agencies, and scholarships given by CAPES. There are 30 PELD sites, including many diverse
ecosystem throughout the Brazilian territory, including both protected and non-protected areas. Brazil harbours about 25% of world’s biodiversity.
It is the world’s most megadiverse country, and the PELD sites are areas of reference for ecological research and conservation in Brazil. A large
set of studies are being developed at PELD sites, producing long time series of data on the cosystems and their associated biota. The PELD
sites play a vital role in the formation of specialized human resources (postgraduate level, mainly), constituting nuclei of research groups. The
PELD-ILOC includes three oceanic islands (St Peter and St Paul’s Archipelago, Fernando de Noronha Archipelago, Trindade Island Complex),
and the only atoll of the south Atlantic (Rocas Atoll). These oceanic systems are important repository of endemic species within the Brazilian
Marine Province while having great potential to bioprospection. Given their isolation, these islands concentrate a large biomass of fishes and
other marine resources in comparison to coastal areas, representing some of the most pristine marine regions in Brazil. Three of the islands
include or are complete no-take zones and the PELD-ILOC has the important role to provide knowledge that can help local managers to properly
use and conserve the marine resources. The underwater realm of these islands are still what we can have to understand and modeling of how
were our oceanic and coastal systems when pristine, before the human influence. However, most of these islands had suffered from fishing and
human occupation and research are needed to support conservation priorities on these true oases of the Southwestern Atlantic.

Conjuntos de ilhas oceânicas brasileiras. Em sentido horário a partir do extremo superior esquerdo: Arquipélago de Fernando
de Noronha, Arquipélago de São Pedro e São Paulo, Complexo Insular de Trindade e Martin Vaz e Atol das Rocas.
 

Os impactos antropogênicos em todo o globo, tanto em ambientes terrestres quanto aquáticos, têm causado perdas substanciais em
diferentes níveis de biodiversidade. Sabendo que grande parte dessa biodiversidade tem relações intrínsecas com o funcionamento dos
sistemas naturais, perdas acentuadas na qualidade e quantidade dos serviços ecossistêmicos providos aos seres humanos têm sido
reportadas. Na busca de sistemas prístinos, as ilhas oceânicas se destacam por apresentarem comparativamente os melhores indicativos
de cadeias tróficas intactas quando comparado aos ecossistemas costeiros (por exemplo biomassa total de peixes recifais e biomassa de
peixes predadores de topo). Os fatores que contribuem para tal padrão no caso das ilhas oceânicas brasileiras são o isolamento, a
densidade populacional reduzida e algum nível de proteção.

mapa
Biomassa total de peixes recifais (esquerda) e biomassa de peixes predadores de topo, com as ilhas oceânicas brasileiras
se destacando em ambos os casos.
 

Deste modo, as ilhas constituem um cenário único para serem caracterizadas como um sítio de monitoramento a longo prazo sustentando
comunidades preservadas e alta taxa de endemismo. Por não apresentarem os típicos impactos causados pela urbanização crescente na
zona costeira, torna-se possível identificar com segurança as devidas fontes de impactos (como a sobrepesca), e as consequências
diretas no sistema. Tal indicação é de difícil precisão na costa onde o sinergismo de distúrbios não permite isolar cada processo. Ainda,
estando as ilhas sobre controle do ICMBio, com algum status de proteção (Fernando de Noronha = Parque Nacional; Atol das Rocas =
Reserva Biológica), ou com programas de pesquisa continuada com o apoio logístico da Marinha do Brasil e financiamento do CNPQ
(ASPSP e Trindade), regras de manejo e conservação podem ser mais eficientemente implantadas sem gerar conflitos com os diversos
grupos de usuários das áreas, situação também comum quando se trata dos sistemas costeiros onde 50% da população se acumula.

Os componentes bióticos a serem monitorados incluem compartimentos do plâncton, bentos e nécton, juntamente com fatores
oceanográficos, além de indicadores da microbiota associada, da diversidade genética e funcional dos sistemas recifais. Esses
componentes se integram de modo a incluir os melhores indicadores frente aos impactos antropogênicos, já identificados para as ilhas
oceânicas, bem como possíveis mudanças globais. A equipe multi-institucional da presente proposta é a mesma que compõe o SISBIOTA
MAR (http://www.sisbiota.ufsc.br), possuindo dados pretéritos para a maioria dos componentes bióticos ao monitoramento continuo, e
que em consenso elegeram as ilhas como importantes sítios para um PELD. Da mesma forma, a equipe e instituições envolvidas (UFF,
UFRJ, UFSC, UFES, UFC) são capacitadas e possuem toda a infraestrutura para amostragens de longo prazo.

mapa
Pesquisadores executando alguns dos métodos utilizados para o monitoramento, censos visuais de peixes e fotoquadrados da comunidade bentônica.
 
CNPq
 
 
SISBIOTA MAR
PROJETO 1 PROJETO 2 PROJETO 3
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